Mercado imobiliário em 2017: o que esperar do cenário brasileiro

Uma pesquisa realizada pelo portal VivaReal com 1.545 consumidores, 482 corretores e 432 imobiliárias em 326 municípios brasileiros mostrou a expectativa do mercado imobiliário para 2017. Quase 80% das pessoas que planejam comprar um imóvel acreditam que os preços estão altos e que os valores devem se estabilizar, mas 58% confiam que haverá maior flexibilidade de negociação nos contratos.

O estudo apontou ainda que os consumidores estão mais confiantes em relação à sua renda (72%), a economia (53%) e também ao mercado imobiliário (53%). Todos esses números mostram que é uma excelente oportunidade para as empresas investirem em marketing e prospecção para aumentar a carteira de clientes: 56% dos entrevistados afirmaram que gostariam de finalizar o processo de compra em menos de seis meses.

Por outro lado, a maioria dos corretores (64%) também acredita que os preços devem se estabilizar e que as condições de pagamento serão flexibilizadas. Já as imobiliárias, além de terem boas expectativas com relação às formas de pagamento, concordam que pode haver um aumento significativo no número de vendas.

A expectativa para o mercado imobiliário em 2017 é positiva para a maioria dos entrevistados. Esse é um excelente momento para a gestão imobiliária incentivar a produtividade dos corretores.

Abaixo confira outros indicadores que reforçam o aquecimento do mercado imobiliário em 2017. Confira abaixo.

3 fatores que contribuem para o aquecimento do mercado imobiliário

Redução na inflação

Depois de dois anos de alta da inflação, as estatísticas começam a baixar. A projeção inicial dos economistas do Banco Central do Brasil (BC) era de 5%. Mas, o boletim publicado pela entidade, após um estudo minucioso com 100 instituições financeiras, projetou que a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) chegará a 4,64%. Essa redução é positiva para o mercado imobiliário, já que com a queda dos preços a população tem mais renda disponível seja para investir, comprar bens duráveis ou pagar parcelas de financiamentos.

Diminuição na taxa de juros

As instituições financeiras consultadas no estudo do BC acreditam que a taxa Selic encerrará o ano de 2017 em 9,5% ao ano. No momento, o valor está em torno de 13%. Mas qual sua importância? A Selic é um dos indicadores que influenciam na inflação. Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) quer frear um mercado aquecido, aumenta a Selic e, consequentemente, os preços, o valor do crédito e estimula a poupança. Por outro lado, quando o Copom quer incentivar a compra e a produção, reduz a taxa de juros, mas perde um pouco do controle sobre a inflação. E o que a redução da Selic tem a ver com o mercado imobiliário? Simples. Essa diminuição não apenas possibilita um aumento da renda, já que os preços ficam mais baixos, mas também torna os créditos mais baratos e facilita o acesso ao financiamento imobiliário.

PIB

O aumento do Produto Interno Bruto (PIB) também contribui para a recuperação do crédito imobiliário, uma vez que analisa o desempenho da economia do país. O governo prevê que, em março de 2017, o PIB aumente em 1%. Nesta entrevista ao Portal Brasil, o atual ministro da Fazenda Henrique Meirelles afirmou, ainda, que a previsão mais relevante será a do segundo semestre, quando será comparado o desempenho de 2017 com 2016. Estima-se que esse valor seja de 2% e assegure a saída do país de uma fase de baixa econômica para uma trajetória de crescimento.

Essa melhora no PIB é essencial para o aquecimento do mercado imobiliário, pois com o crescimento as empresas irão vender mais. Logo, também vão precisar contratar mais funcionários. Ao aumentar o número de pessoas no mercado de trabalho, a indústrias e o comércio voltam a prosperar. O resumo desse cenário é que a roda da economia volte a girar. Com a junção da queda da inflação, taxa de juros, desemprego e o aumento do PIB, os consumidores poderão adquirir bens duráveis como casas, apartamentos e automóveis.

E você, como anda a sua expectativa para o mercado imobiliário em 2017? Divida sua opinião conosco nos comentários abaixo!